segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

O princípio do fim...

... chegou.

Ela pára em frente a si própria, estática. Está perante a corrente de emoções, sentires e sabores que um dia conseguiu deixar fluir e que lhe lavaram a alma, qual filtro purificador do seu coração.
Hoje tudo lhe parece estranho, distante, estória contada na terceira pessoa que não lhe pertence.
O seu alter-ego chegou, por ora, ao fim. Por ora, por princípio, porque enfim, porque sim.
Ela diz adeus a alguns com um sorriso triste, a outros com um olhar nostálgico, a uns com saudade das melodias e a todos com a eterna vontade do toque. Daquele toque que nunca existiu mas sempre se sentiu.
E deixa aqui um "até sempre"... ela sabe que voltará. Noutro dia. Num amanhecer de outra vida.




sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Ela está...

... pertinho, pertinho do princípio do fim.
(com um sorriso na cara, o coração feliz e a alma cheia!)


domingo, 16 de Agosto de 2009

Just because...

domingo, 9 de Agosto de 2009

Ela...

... sente-lhe a falta.




quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Para ti P.

Paula é uma mulher como tantas outras.
Alta, magra, morena, olhos castanhos escuros expressivos, lábios sempre rosados num sorriso.
É uma mulher de luta, com garra, enfrenta a vida de frente e sem medos. Faz-se ao mundo, aquele mundo que é só seu, que domina, que controla sem ser necessário mais que um pensamento ou olhar.
Todavia quando o mundo não é só seu, quando a sua família, entes queridos ou amigos chegados estão envolvidos, toda ela é emoção, toda ela se divide em mil e, frágil, deixa-se levar por forças superiores, nem sempre para onde deseja.
Paula tem dois filhos gémeos com onze anos, a Maria e o João, os dois fisicamente tão parecidos e simultaneamente tão espantosamente diferentes. Maria é como o pai, seu ex marido: calma, virada para si mesma, ama muito, mas põe-se sempre a si própria em primeiro lugar. As suas necessidades têm que ser sempre prioritárias, os seus quereres também. João ressente-se disso. É mais parecido com a mãe: é alegre, emotivo, sempre pronto para os outros e muito pouco preocupado consigo mesmo. Maria dificilmente chora, mesmo no colo da mãe, João está sempre à procura de mimo e chora em qualquer situação, tanto de alegria como de tristeza. Maria é uma excelente aluna, o João nem por isso.
Depois da difícil separação dos pais, em que o seu núcleo duro se desfez, as crianças tiveram reacções radicalmente opostas. A filha de Paula guardou os seus sentimentos e disse alto e bom som: "prefiro ver-vos separados e felizes do que juntos e tristes". Continuou a sua vida como se nada fosse, fechando-se cada vez mais na sua concha e seguindo a sua vida de criança estudante, como se de uma adulta se tratasse. O seu filho chorou muito, praguejou, virou-se contra o pai quando percebeu que a mãe tinha sido trocada por uma namorada nova. João, no alto dos seus onze anos, não entendia como é que um homem poderia deixar uma mulher tão linda como a sua mãe porque se tinha apaixonado por uma colega de trabalho. João, no seu coração de criança, ainda acreditava em contos de fadas e no "viveram felizes" para sempre. Deveria ser assim a sua família e fez juras de "morte" à outra mulher que lhe roubou a felicidade. Tornou-se muito agarrado à mãe, como se da sua sombra protectora se tratasse. Regrediu emocionalmente, os seus estudos ficaram prejudicados e com alguma dificuldade passou de ano.
As sempre ansiadas férias grandes este ano passam devagar. Casas diferentes para as crianças, rotinas diferentes de Verão, destinos de descanso diferentes do habitual. Paula optou por levar os filhos com ela duas semanas para a aldeia dos seus pais, onde entre primos e família as crianças se sentiam aconchegadas. O seu ex marido decidiu passar duas semanas num destino tropical, com a actual companheira e com os filhos de ambos, quatro crianças no total, desconhecidos que disfarçavam e se tratam como família só para "agradar".
Estes quinze dias sem os seus filhos custam muito a Paula a passar. Todos os dias o João liga à mãe a fazer queixa dos outros dois rapazes, filhos da namorada do pai, que têm dez e treze anos. A Maria pouco fala, segundo o irmão passa o tempo todo agarrada a um livro estendida ao sol.
Paula sabe que os filhos estão em desequilíbrio total, tanto um como o outro. Desespera por nada poder fazer, afinal o pai tem todo o direito a estar com as crianças, mesmo que de forma não pensada e egoísta. Esse é o seu maior defeito: o seu eterno egocentrismo. Nunca na vida Paula apresentaria um novo namorado aos filhos ao fim de três meses de separação. Dará pelo menos um ano de intervalo para assumir perante os seus rebentos que está a reconstruir a sua vida sentimental. Na sua opinião é uma questão de respeito para com as crianças, de saber cuidar, de saber estar, é um dever que como mãe tem para com elas. O seu ex não pensou assim. Aliás, ela cada vez mais acredita que o seu ex não pensa.
Três anos de namoro e mais treze anos de casamento terminados. Por uma paixão "adolescente". Por um impulso. Ela não o prendeu... deixou-o voar.
Neste momento concentra-se nos seus filhos, em minimizar as consequências de um ano de caos familiar, e acima de tudo em si mesma. Paula concluiu que tem que continuar a ser a mulher de luta que sempre foi, mas desta vez em todas as áreas da sua vida. Deixar a emoção entrar mas não dominar os seus actos.
Espera que as férias terminem e que Maria e João voltem para os seus braços. Acabou de saber que foi promovida no trabalho e que vai iniciar novas funções na empresa em Setembro. Tem um amigo de longa data que tem sido o seu ombro e o seu amparo... começa a ver esse homem como alguém que poderá ocupar um lugar (ainda) maior no seu coração. Quem sabe... num futuro que um dia irá chegar.
Vai com calma e sem pressa desta vez. Aprender com os erros é uma das suas maiores virtudes.
E mesmo com o coração dorido, avança para a vida com um sorriso.


segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Dizer "que não"...

Ela tem muita dificuldade em dizer "que não" a quem quer que seja.
Quando é alguém que ama dá sempre uma segunda, terceira, quarta, quinta... milésima oportunidade. Sempre. Tudo para poder dizer "que sim". Porque acredita que no amor vale tudo: vale engolir em seco, vale perdoar mesmo sem esquecer, vale apagar as más memórias e valorizar o que de bom se viveu, vale cair em pedaços de vidro e levantar sem se queixar, vale sorrir quando apetece chorar.
No entanto ela hoje aprendeu que dizer "que não" às vezes é mais importante do que dizer "que sim": o auto-respeito, o crescimento emocional, o discernir entre o que é justo ou o que é demais, o gostar tanto de si como do outro e querer o melhor para ambos. Dizer "que não" por vezes ajuda mais do que um anuir contrariado, sibilado baixinho e sem convicção.
Hoje ela diz com toda a certeza aquilo que não quer mais, diz "que não" e apregoa-o aos quatro ventos. Hoje ela lima arestas, passa uma borracha no que tem que ser apagado e só diz "que sim" ao que ou a quem realmente o merece e for digno de na sua vida sobressair.


quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Era uma vez...

... uma pergunta que não lhe largava o pensamento.
Ela questionava-se sobre o porquê de todos os príncipes encantados virarem sapos e de muitos dos sapos virarem monstros.
Não questionava no entanto o quanto valeu a pena acreditar um dia em estórias de encantar e de como foi bom o tempo em que a fase de príncipe durou.
Deixa agora os contos de fadas para outras... ela guardará a sua roupa de princesa no baú das boas recordações e sabe, em certeza, que não mais lhe tocará.
... ... ...
E não viverão felizes para sempre. Fim.


terça-feira, 7 de Julho de 2009

Dedicado à querida amiga... dele!

quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Alvor de um novo dia...

Ela sente-se em fase de renascimento, a recomeçar a sua vida de novo. É cíclico, é frequente, é hábito, passou a ser normal dentro da anormalidade da rapidez a que a sua vida anda e da velocidade em que tudo muda. Tanto.
Este (re) início prevê-se complexo, uma alvorada que esconde ainda no breu o dia que vai chegar. O seu corpo poderá amanhecer a resplandecer em sol, os seus olhos poderão na tarde fazer cair gotas de chuva salgada, a sua alma poderá anoitecer enublada. Ela não sabe o que virá, todavia também não se preocupa. Ela entre a incógnita e a incerteza está crente que tudo correrá pelo melhor. Porque, como ela diz sempre aos outros que em fases semelhantes procuram o seu ombro, o melhor não é necessariamente aquilo que julgamos ser.
Neste dealbar de uma nova era ela espera, mãos dadas com quem ama e aguarda pelo melhor que está para vir.


sábado, 27 de Junho de 2009

Uma vez mais...



"... I tried so hard
And got so far
But in the end
It doesn't even matter
I had to fall
To lose it all
But in the end
It doesn't even matter

One thing
I don’t know why
It doesn’t even matter how hard you try..."

Linkin Park - "In the End"


Ps: Amanhã ela recomeça!

domingo, 21 de Junho de 2009

Para um passarinho azul neste dia de sol...

quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Ela hoje está...

... inenarrável!


terça-feira, 16 de Junho de 2009

Esquiço...


Ela vê-se pequenina sentada, encolhida, fechada em concha, numa das suas grandes mãos.
Ela gosta disso nele, das mãos grandes. Diverte-se por vezes a comparar o tamanho das suas com as dele, palma com palma, pele com pele, calor que se sente forte e funde as impressões digitais dos dois formando uma só.
E a sua mão é tão menina ao lado da sua mão tão de homem... ela sente-se protegida, abraçada, cuidada, entrelaçada em dedos protectores e em mãos que servem de abrigo.
Ela vê-se na imagem que ele desenhou, naqueles traços esculpidos num pedaço de papel. Ela está nua, encolhida, cabeça escondida entre os seus seios, protegida pelos seus próprios braços, sentada no ninho que a sua mão forma, cabelos caídos que lhe cobrem a cara e disfarçam a dor que lhe vai no coração.
Aqueles rabiscos estão inacabados, diz ele. Ele visualiza todo o resto da paisagem, tudo o que ela não vê na imagem mas sabe que ele sente. Apesar de ainda não estar terminado, por cima daquela grande mão, por cima do seu corpo pequeno e encolhido, está o seu olhar... onde ela não vislumbra nenhuma emoção. Não percebe se é um olhar atento ou um olhar indiferente, um olhar que questiona ou um olhar que simplesmente aceita o seu casulo. Ela gostava que aquele olhar fosse um olhar-sol, que irradiasse amor, carinho, protecção, paixão. Ela não gostava que aquele olhar fosse um olhar-névoa, indeterminado, imperceptível, desfocado e obscuro.
Porém ela sabe que não pode mandar no seu olhar, nem no que ele pensa, nem no que ele sente, nem no que ele escreve, nem no que ele desenha. Ela nem sabe se aquela mulher encolhida naquele pedaço de arte esboça os seus próprios contornos. Ela gostava de ser a protagonista daquele esquiço, mas provavelmente nem o é.
Aquela idealização visual é antiga... e ela percebeu que provavelmente não lhe pertence.
E ficou triste. E uma vez mais os fantasmas do passado a ensombraram. E outra vez se consciencializou que não pode estar sempre feliz. Deixa isso para mais daqui a pouco... e espera que esse tempo não demore a chegar.


quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Happy...


quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Perdas no vento...

Há sementes que por vezes se perdem, voam com o vento para lugares inóspitos onde não darão nunca origem a vida.
Custa ver essas sementes voar, não ver o futuro rebento crescer e se desenvolver nos nossos campos férteis.
Todavia existe a certeza que o tempo amainará, que brisas suaves virão, que novos pequenos grãos serão embalados e depositados em camas fecundas de vivências para sempre eternas.


domingo, 24 de Maio de 2009

Maior...

Ela vive uma fase de grande serenidade, onde tudo lhe é sentido de forma maior.
O amor é maior, o carinho é maior, o mimo é maior, a amizade é maior, o respeito é maior, a paixão é maior, o seu homem é (o) maior.
Ela está em grande e deixa de lado as coisas pequenas que não têm importância, valorizando só as ínfimas partes das mesmas que são, ou têm potencialidade de ser, também, maiores.


sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Ninguém...

Um destes dias disseram-lhe que ninguém a pode obrigar a ser diferente da sua essência.
Ninguém a pode forçar a ser quem não é, ninguém lhe pode impor uma conduta contrária à que ela deseja, ninguém a pode constranger perante os avanços da vida.
Ninguém a vai impelir a seguir outros caminhos que não os seus, ninguém lhe vai exigir que faça algo que abomina, ninguém lhe vai comprometer as vontades.
Ninguém tem o direito de lhe hipotecar a alma.
Pois ela descobriu que ela é ninguém... e sujeita-se a si própria sem saber como dela mesma fugir.
E ninguém sabe disso.


domingo, 3 de Maio de 2009

Porque hoje é o teu dia...



Porque és do melhor que o virtual pode trazer para a vida real de alguém...
Porque a amizade é uma constante, mesmo que entre risos ou choros partilhados...
Porque és o meu ombro, o meu colo e a minha gargalhada fácil...
Porque estás sempre lá, mesmo passando dias, meses, anos...
Porque sabemos que podemos contar uma com a outra sempre, incondicionalmente...
Porque só mãe e filha o sabem fazer/ser assim!
Luv u!

segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Ela é palavra...

...
É palavra quando diz.
É palavra quando cala.
É palavra quando fala.
É palavra quando toca.
É palavra quando chora.
É palavra quando sente.
É palavra quando sonha.
É palavra quando (sor)ri.
É palavra quando se isola.
É palavra quando escreve.
É palavra quando não consente.
É palavra quando acorda para o mundo.
É palavra quando profundamente dorme.
...
E no entanto faltam-lhe palavras quando a palavra que ela é, para o outro, não se descodifica.
E ela solta a palavra "socorro", e é palavra que grita, é palavra bilingue que se quer fazer entender.
Até que percebe que é mais do que palavra(s)... e um ser complexo não é para ser descoberto por qualquer um.



sábado, 25 de Abril de 2009

Sem querer...

... ela descobriu que lhe faz mal.
Agora questiona-se, ao som da música mais improvável,
se realmente valerá a pena...

quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Porque é (com toda a certeza) delicioso...

terça-feira, 21 de Abril de 2009

Não sou a "Única"...


" E se de repente mais de 40 desconhecidos a visitarem em menos de meia-dúzia de horas no seu blog isso é... um artigo de opinião de alguém que gosta de se perder nos "blogues eróticos delas".
Pois a gerência do RedLightSpecial agradece a referência entre tão ilustres outros links sobre a temática, embora não se identifique com o uso de "terminologia de trolha e não como interjeição mas como substantivação" (o senhor perceptivelmente também tem formação universitária, certo?).

Fica aqui um apelo a que muitas outras mulheres (e homens... o senhor sabe que alguns destes blogues são escritos por homens com pseudónimo feminino?) libertem os seus desejos e a sexualidade através da escrita.
A quem só agora descobre este mundo, que seja muito bem-vindo e se atreva a fazê-lo também".


...
Foi assim que ela lhe respondeu. Os ditos 40 desconhecidos num instante se multiplicaram por muitos e ao fim de 48 horas o blog Red Light Special foi visitado por mais pessoas do que é habitual num mês inteiro. Centenas...
Uma amiga chamou-a no msn e disse-lhe:
- Já reparaste que saiu uma referência ao teu blog na revista "Única" do Expresso?
Pois sim, ela reparou. O contador de visitas não parava de aumentar o seu número, as referências multiplicavam-se em quem a sabe autora dos devaneios que por aqui se encontram. É impressionante como o "passa a palavra" passa tão depressa.
A mesma amiga comentou:
- Já pensaste que provavelmente muita gente que te conhece na tua vida real nunca te imaginaria a escrever libidinosamente e a publicar fotografias de uma avatar quase sempre nua e sem pudores?
Pois já, ela já pensou, ela já viveu (vive) essa realidade. Ela sabe que o vizinho do lado a lê e nem a imagina como autora de textos por vezes bem "vermelhos". Ela sabe que um amigo a visita sem perceber quem na realidade descreve sonhos, ficções ou realidades bem vividas. Ela sabe que uma outra amiga intimamente a critica e não entende esta sua postura, este seu lado mais sensual, de sexualidade à flor da pele e ausência de pudores e tabus. Ela sabe...
Ela sabe também que o marido a admira nesta sua postura (sim, ela é casada, feliz e apaixonada), que a respeita e que lhe dá toda a liberdade de expressão que ela necessita e merece. Ela sabe que a sua melhor amiga a apoia incondicionalmente e por vezes lhe sussurra ao ouvido:
- Aiiii A., ninguém te imaginaria na tua vida certinha e socialmente conveniente a te expressares deste modo. Ninguém!
Pois não. E ela prefere assim. Prefere deixar que poucos (e bons) a conheçam realmente como Mulher, daquelas com M grande, que vive e se deixa viver com toda a intensidade e liberdade, que se entrega ao amor e à paixão entre toques bem reais e toques (d)escritos.
Mais: ela guarda todos os textos que um dia escreveu, mesmo os que nunca publicou ou os que já retirou do seu cantinho iluminado por "luz vermelha especial", para um dia mostrar aos seus filhos. Ela quer que eles, rapazes e raparigas, na idade certa, percebam o quão importante é ser genuíno consigo próprio, o quão faz bem libertar o que nos jaz na alma e deixar que a nossa essência aflore sem receios ou falsas moralidades. Se um dia os seus filhos forem verdadeiros consigo próprios, ela sente que a exposição do seu verdadeiro "eu", que um dia fará, valerá bem a pena.
Até lá deixa a sugestão aos filhos dos outros (e cita-se a si própria num comentário deixado noutro blog):
"Que de algum modo este artigo sirva para libertar sexualidades reprimidas e dar o mote a novos "bloguistas" que partilhem as suas experiências, sonhos e desejos sem receios ou pudores."


domingo, 19 de Abril de 2009

A ela hoje...

... só lhe apetece arrancar experiências vividas das suas entranhas, passar uma borracha rude no que um dia lhe ficou escrito na alma, eliminar o passado-mais-que-imperfeito que o seu coração em tempos idos verbalizou.
A queda do céu alto foi grande, a desilusão mais que muita, a ausência tatuada a negro pelo tempo que passou... cortaram-lhe as asas nas quais se deixou planar num sonho que nunca existiu.
Hoje acorda para a realidade... sonhos mais elevados só permitirá ao seu inconsciente quando estiver a dormir. E profundamente. Em lugares onde a sua vida não mais tocará.


quarta-feira, 15 de Abril de 2009

(M)Ata-me outra vez...


Fala-me um pouco mais,
Era tão bom ficar,
O mal é que eu já não sei quem eu sou,
Eu não sei se eu sou capaz,
De me ouvir.

Fala-me um pouco mais,
Era tão bom subir,
E dar o que eu nunca dei a ninguém.
Sei que é bom teu travo a tudo,
O que é mortal.

Já agora,
(M)ata-me outra vez.
Era tão bom direi,
(M)ata-me outra vez.
Era tão bom direi,
(M)ata-me outra vez.
(M)ata-me outra vez!

Tudo tem um fim,
E aqui não há,
Ninguém que possa ter o mundo,
Para dar.

Se um dia voltar,
Vai ser só mais uma forma,
De me ausentar,
Daquilo em que eu não,
Quero pensar.

Já tudo teve um fim,
Já que eu,
Estou por cá,
Eu digo como é fácil,
Para mim se já não dá.

Sei que é bom teu travo a tudo,
O que é mortal.

Já agora,
(M)ata-me outra vez.
Era tão bom direi,
(M)ata-me outra vez.
Era tão bom direi,
(M)ata-me outra vez.
(M)ata-me outra vez!

Páro de andar,
Páro p'ra te ouvir.
Páro para ver se é bom p'ra mim.

Se é melhor só que uma vida,
Tão só e prenha de ninguém.
E vejo que é bom dizer,
Páro p'ra te ouvir.

Mas foi só,
Para ver,
Se o futuro é para nós.
Para quem tem o mesmo mal de,
Não saber amar.

Falo que,
Pensar em mim,
É cura e faz-me acordar.
Ou dormir.

Fala-me um pouco mais,
Era tão bom subir,
E dar o que eu nunca dei a ninguém.

Sei que é bom teu travo a tudo,
O que é mortal.

Já agora,
(M)ata-me outra vez.

Era tão bom direi,

(M)ata-me outra vez.

Era tão bom direi,

(M)ata-me outra vez.

Ornatos Violeta - "Mata-me outra vez"



domingo, 12 de Abril de 2009

Páscoa...

A vida dela mudou mais nestes últimos três meses do que nos últimos três anos.
Mudou tudo, mudou tanto...
Ela está na páscoa da sua vida, numa fase de ressurreição pessoal, na qual celebra a vitória da sua nova existência sobre a sua demorada e velha morte.
A(s) cruz(es) continua(m) a acompanha-la, mas desta feita, em vez de a(s) carregar, abraça-a(s) e leva-a(s) consigo com um sorriso.


terça-feira, 7 de Abril de 2009

Telegrama

Ela saiu do circo e sentiu-se perdida.
Stop.
Ele não o percebeu, o caos aconteceu.
Stop.
Ela voltou ao circo e é de novo lançada às feras.
Stop.
Agora ele está perdido, ela na selva procura de novo se encontrar.

... E aqui a vida (re)continua, espera ela que sem mais "stops".

quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Dia(s) das mentiras...

Faz hoje precisamente um ano tinha ela um amigo. Um grande amigo. Um amigo que ela pensava ficar no seu coração para a vida inteira. Um amigo que a conhecia bem, muito bem. Alguém com quem partilhava alegrias e tristezas, alguém a quem abria a sua alma e confiava os seus íntimos segredos.
Ele também o fazia. Abriu-se com ela como disse raras vezes o ter feito com outro alguém, segredou-lhe os caminhos para os seus recantos secretos, entregou-se sem reservas na palma da sua mão (ou na ponta dos seus dedos).
Eles conversavam horas e horas, sem mentiras nem subterfúgios. Não era preciso. Não sentiam essa necessidade. Porque razão iriam esconder algo um do outro? E falavam e falavam, umas vezes em silêncio, outras em longos diálogos, por vezes em atentos monólogos. Sempre sinceros. Sempre entregues.
E faz hoje precisamente um ano que prometeram nunca se separar, porque o contrário não faria sentido.
Afinal para ele era dia 1 de Abril, e ela esqueceu-se que havia um dia no ano em que era possível mentir e mentir e mentir. Ou vários dias, quem sabe todos. Ele partiu para não mais voltar, e não foi mentira.
Ela esperou um ano e hoje pela primeira vez, cansada de esperar, mente-lhe: serei tua amiga para sempre!


terça-feira, 31 de Março de 2009

Bandas sonoras...

Ele acorda todos os dias com esta música...

... mas hoje teve um despertar diferente.

Ela tirou-o do sono para uma viagem a dois ainda de madrugada, onde os seus corpos juntos percorreram paisagens pintadas por um nascer do sol de desejo. Em autoestradas de pele, saliva e suor aceleraram para o novo dia que acabava de nascer.
E ela cantava para si mesma baixinho...

... You've got a fast car
I wanna a ticket to anywhere
Maybe we make a deal
Maybe together we can get somewhere...

Esta noite a banda sonora será outra...



... I love you
Is all that you cant say
Years gone by and still
Words dont come easily
Like I love you...

I Love You!...


... a viagem ao pôr-do-sol será igualmente intensa.
Há anoiteceres que caem sobre eles assim.

segunda-feira, 30 de Março de 2009

Uma criança pequena disse-lhes...

... "os vossos corações juntos formam um muito grande!"
...
Palavras para quê?


sábado, 28 de Março de 2009

E ela julgava que...

... não era possível apaixonar-se de novo pelo homem que mais amou/ama na vida.
E voltaram as borboletas na barriga...
E voltaram os impulsos descontrolados de dizer que o ama e que o deseja a toda a hora...
E voltaram os beijos atrás de beijos...
E voltaram as escapadelas a dois...
E voltaram... voltaram os dois a se entregar de alma e corpo um ao outro... e a entrega do corpo sabe cada vez melhor, e a alma é cada vez mais uma só.
E ela por aqui se fica. Ele ainda descansa após uma noite de repouso a escassos metros seus e ela tem vontade de o acordar mais cedo e...


quinta-feira, 19 de Março de 2009

A preto e branco...



Noite. Cansaço. Dia de trabalho que termina. Vão os dois de mãos dadas em direcção a casa, a pé, naquela rua que tão bem conhecem, sob a luz trémula e artificial que teima em não terminar o dia. Passos apressados seguidos por sombras difusas, um "amo-te" solto entre o silêncio da hora tardia. Ele pára. Ela fica com os seus passos presos no seu olhar estático que nela se perde. Ela sorri. Ele puxa-a para si, envolve-a com o seu corpo e embala-a. Ela já sabe o que se segue... os anos passam mas ele não muda. Ele quer dançar, como sempre, no lugar mais improvável que ela possa imaginar. E se assim o deseja, melhor o faz, alheio aos olhares de quem passa e que a ela lhe ruborizam as faces. Debaixo daquele candeeiro, luar imaginário que lhes salpica os corpos que deslizam suavemente, eles páram para o mundo e entregam-se a um momento uno que os aproxima, finalmente, ao fim de horas de distância. Ela envergonhada pela dança exposta, sorri tímida. Ele divertido com a reacção que tão bem conhece, sussurra-lhe ao ouvido:
- Neste momento sou uma mistura de Fred Astaire e Vasco Santana no Pátio das Cantigas. Dança! Amo-te...
Ela ri-se ao imaginar a cena, sente-se Rita Hayworth ao estilo "I'm Old Fashioned" mas em versão cómica aos tropeções num Fred Astaire pouco gracioso em monólogos com o objecto que os ilumina.
Deixa-se levar pelo momento e entrega-se totalmente. Aqueles poucos minutos parecem-lhe horas, dois actores num filme a preto e branco, imprevisto, que nessa noite foi guião de recordações e vontade de mais.
Ela ama-o tanto! E momentos como este enfatizam todos os porquês...
A dança termina, aos mãos apertam-se bem forte de novo. A casa deles, destino do seu descanso, é já ali. E ela hoje não se importou de demorar um pouco mais a lá chegar.


domingo, 8 de Março de 2009

Little girl's eyes...

Há quem lhe diga que ela tem um olhar único, expressivo, onde se lhe vislumbra o estado de alma como em transparentes águas. É doce, mel, ternura quando serena. É amargo, fel, amargura quando ferida.
Olhar de Osíris um dia disseram, a quem venerações e templos lhe seriam merecidos. Deusa que gotas de Nilo verte em cada choro de alegria ou em cada lágrima de tristeza.
A verdade é que ela não gosta desse pedestal onde lhe colocaram a visão, não gosta de se sentir grande, não lhe agrada o poder do seu vislumbre. Prefere sentir-se pequenina, em colo, aninhada nos braços do único ser que realmente lhe lê a íris a fundo. Profundo. E que lhe canta baixinho ao ouvido a ternura dos seus olhos, como mais ninguém...


domingo, 1 de Março de 2009

Eles têm sorte...




Do you hear me,
I'm talking to you
Across the water across the deep blue ocean
Under the open sky, oh my, baby I'm trying

Boy I hear you in my dreams
I feel your whisper across the sea
I keep you with me in my heart
You make it easier when life gets hard

I'm lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
Ooohh ooooh oooh oooh ooh ooh ooh ooh

They don't know how long it takes
Waiting for a love like this
Every time we say goodbye
I wish we had one more kiss
I'll wait for you I promise you, I will

I'm lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
Lucky we're in love every way
Lucky to have stayed where we have stayed
Lucky to be coming home someday

And so I'm sailing through the sea
To an island where we'll meet
You'll hear the music fill the air
I'll put a flower in your hair

Though the breezes through trees
Move so pretty you're all I see
As the world keeps spinning round
You hold me right here right now

I'm lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
I'm lucky we're in love every way
Lucky to have stayed where we have stayed
Lucky to be coming home someday

Jason Mraz ft. Colbie Caillat - "Lucky"

quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Waiting...

Ela hoje aguarda, ansiosa, por mais uma mudança no seu (novo) mundo. Fecha os olhos, cerra a respiração nervosa, cessa um pensamento que voa longe para daqui a umas horas. Tranca o inconsciente que a conduz na direcção de caminhos sem volta e cerca-se de razão. Esta condensa a tremura das suas mãos e cicatriza-lhe a alma. Depressa, bem depressa, a espera terminará.




segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Nothing can come between us...

segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Just THE music...

"I didn't mean to abuse and hurt you
I was a fool that much was so true

Swimming with all the yellow daffodils

My love so golden, so bright


Now you are gone, I see all of the light now

I was confused I didn't know what to do

Love pulled me in so many strange ways

And robbed us of our days


Of our days, flying high, dragonflies in the a blue sky

My heart beats, beats for you, only you


Can you forgive me? And can you hear me?

Do you know that I will always love you?

Swimming with all the yellow daffodils

My love so golden, so bright


You have shown me so much about life

I feel your presence each and every day

Love pulled me in so many strange ways

And robbed us of our days


Of our days, flying high, dragonflies in the a blue sky

My heart beats, beats for you, only you


My heart beats, beats for you, only you"



Malia feat. Eric Truffaz - "Yellow Daffodils"


sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

De repente...


... ela teve a certeza que este ano que tem pela frente será bem diferente! O ano e se tudo correr bem, como (muito) planeado, uma vida inteira...
E, apesar dos receios, do inesperado, das pernas bambas e do frio na barriga, está feliz na certeza da mão dada com a pessoa certa. Não poderia ser com mais ninguém! Juntos tudo encaixa e faz sentido.


terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Encontro...

Ela chorava esta noite por palavras depositadas no ombro de um desconhecido, ele fazia o mesmo porque a virtualidade faz milagres assim. As pessoas abrem-se em segundos numa química estranha com quem não tem face, toque ou odor.
Ele perguntou-lhe a finalizar a conversa de horas:
- Conheces a música "Sugar Baby Love" dos Rubettes? Uma banda dos anos 70?
Ela respondeu que não.
Ele em jeito de conclusão disse-lhe:
- A música é lamechas, o tom de voz irritante... mas a letra diz muito. "People take my advice, if you love someone... don't think twice."
Ela ouviu a música, prestou atenção à letra, despediu-se do ombro virtual, desligou o computador, e contra tudo o que ela acreditava horas antes ser possível, e lutando contra todo o seu orgulho de mulher ferida, deitou-se na cama ao lado do seu amor real, deu-lhe um beijo suave enquanto ele dormia e disse baixinho:
- AMO-TE!


"All lovers make, make the same mistakes, yes they do
Yes, all lovers make, make the same mistakes as me and you..."



domingo, 8 de Fevereiro de 2009

Solidão...


Devagarinho ela irritantemente entra madrugada dentro.
Contorce-se na cama, dá voltas e mais voltas e mais voltas e revolta-se por não conseguir dormir.
Ao seu lado um sono profundo toca-a de mansinho, como quem lhe diz: -"Vem, entra no meu sonho!". Ela olha pela noite escura o vulto masculino que a acompanha e entre raiva, inveja e desdém embrulha-se mais fundo nos lençóis, onde não o pode vislumbrar no breu, onde os seus sonhos a ignoram e não a convidam de novo para o impossível. Ela imagina que sonhos terá o seu companheiro de leito, se estará a sonhar com ela, com a outra, com os outros ou com meros alguéns. Serão devaneios suaves e aconchegantes, quentes e apaixonantes ou escuros monstros que a possam magoar?
Foge da inconsciência alheia porque só a sua percepção consciente já dói.
Embrulha-se de novo num casulo imaginário e protege-se da solidão. Como ela se sente só! A solidão em companhia é a mais solitária de todas as solidões. Tece uns quantos mais de fios de seda e afunda-se enroscada na confortável redoma a que infelizmente se habituou. Este seu estado de crisálida leva-a sempre a outros lugares, em sonhos acordados mesmo que entorpecidos. Imagina-se longe, em vidas distantes.
Sente de repente um aroma de rosas e em espiral mergulha num jardim feliz. Um jardim de descobertas e borboletas no estômago, canteiros de sorrisos e toca-e-foges, sebes que protegem amantes em secretas brincadeiras e afagos que se plantam na pele. Como a sua pele tem sede de sentir de novo os toques a germinar assim. Profusos. Quentes. Sequiosos de carnes lúbricas que se fundem num jardim do éden, paraíso terrestre que entre delicias duas almas cultiva.
Num instante Adão e Eva estão plenos e felizes, noutro instante, que cai veloz como um relâmpago, ela vê entre mãos o fruto proíbido apodrecido. Os seus dedos tocam o doce pecado transformado em vergonha, em medo, em fúria. A polpa pérfida escorre-lhe entre as mãos que se apertam e levam em revolta a humidade pegajosa até ao seu sexo ávido de outra fruta, rija e fálica, que a penetre e preencha os seus recôndidos recantos. Ela afaga a sua flor que não desabrochou e projecta-se numa cena de sexo violenta. Ela descobriu que a violência lhe alimenta a líbido, como se um instinto animal a fizesse despertar a fêmea em cio que há em si. Um macho de formas e traços difusos domina-a com força contra os muros daquele jardim. Esmaga-lhe a face e os seios no musgo gelado por um luar de Inverno que apareceu de repente, levanta-lhe as coxas, abre-lhe as nádegas com os seus flancos em fúria, rasga-lhe as parcas vestes que ainda a cobrem e penetra-a selvaticamente por trás. Vai e vem desenfreado, a galope nos seus vales escondidos, entre gritos que se perdem no eco das montanhas que a terra, entre terramotos e explosões de lava de desejo incandescente, ali fez crescer. Ela vem-se entre soluços e espasmos incontrolados, ele inunda-a em dilúvios que parecem não se esgotar.
Entre os lençóis da sua cama, desfeitos pelo agitado sonho acordado, ela entreabre as pálpebras e cerra os lábios que ainda arfam, para não o despertar. Toca-o para o sentir em linhas reais e para esfumar um qualquer outro homem que lhe preencheu o casulo da solidão. Ele a dormir sente-a e num bocejo diz que a ama... a ela, a outra, a outros ou a meros alguéns. Isso só o sonho poderá decifrar.
Ela ainda com gotas quentes a deslizar no seu corpo ferido pela luxúria enrosca-se de novo, controla a respiração e tenta preencher o crescente vazio com a razão. Pena que nesta noite, uma vez mais, não se vá a solidão.



domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Nova mulher...


Ela sente que precisa com urgência de ser uma nova mulher.
Reinventar-se. Reestruturar-se. Refazer-se.
Renascer.
Imagina a sua pele a ser virada do avesso e faz corta-e-coses imaginários em si mesma, une os seus bocadinhos soltos, abotoa em si novas ideias e enfeita-se com sonhos outrora proibidos.
Mãos de costureira pouco hábeis seguram-na contra o seu próprio peito, apertam um coração que vai sendo picado por não ter dedal.
Outros já a quiseram costurar numa linha têxtil onde todas são iguais, com máquinas industriais perfeitas e moldes sem falhas. Ela disse não. Recusa-se a ser bordada na igualdade, prefere ser imperfeita mas única.
E corta-se e cose-se e une-se e abotoa-se e enfeita-se vezes sem conta até encontrar aquele ponto perfeito que em pé-de-flor eleva a sua imperfeição.
E descobre que afinal não sente tanta urgência assim, ser uma nova mulher dá trabalho e com vagar o prazer da mudança pode tornar-se ainda mais intenso.
Pelo menos ela assim o espera... em cada renascer.

segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Em contraste...

... com o último post hoje acordei com esta música na cabeça:



Dou por mim aos pulos na cadeira, a cantar bem alto, numa boa disposição que com esta banda sonora é contagiante.
Saudades dos concertos dos Klepht na Second Life®, da diversão com amigos, das brincadeiras virtuais que nos deixam na cara um sorriso bem real e a alma aconchegada mesmo estando atrás de um computador.

" (...) Algo melhorou!
Ficámos sábios… pelo menos aos olhos dos outros
Ser responsável compete a poucos
A bem poucos....
Não dependemos, daqui para a frente, de ninguém
Quer dizer… O sexo agora implica quase sempre alguém
E Ainda bem!!!
...
Não choro as partes que estão para trás (...)"

(Klepht - "Antes e Depois")
Lai, lai, lai!...

sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Ela enquanto espera por ele...

... escuta esta música:



Volta atrás no tempo, 15 anos, à sua adolescência... entra numa espiral de sensações, carrocel emocional que a faz ter saudades da inocência perdida e das crenças devotas no ser amado.
Os anos fizeram com que crescesse rápido, o coração guarda cicatrizes de feridas que ainda abrem, que escorrem sangue salgado em lágrimas que esta banda sonora não contem.
Esta mulher de trinta está no seu auge, todavia hoje sente-se pequenina, com vontade de se enroscar de novo no seu urso de peluche cor-de-chocolate e de ter o direito de se sentir perdida na descoberta outra vez.
O urso foi-se, a inocência também, o seu ninho de confortáveis sonhos desapareceu, as descobertas mantêm-se e obrigam-na a, sem querer, se encontrar. E ela não o sabe fazer.
Como ela gostava de desvendar o mistério de ser mulher outra vez...

quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Pena que não foi por/para mim...


"... posso apenas dizer que adoro ler o teu prazer. Acrescento ousadamente que imaginaria esta situação prolongada até que o prazer fizesse as tuas pernas desistir de te sustentarem o corpo com tremores deliciosos."


segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Secret Smile...

Nobody knows it but you've got a secret smile
And you use it only for me
Nobody knows it but you've got a secret smile

And you use it only for me


So use it and prove it

Remove this whirling sadness

I'm losing, I'm bluesing

But you can save me from madness

Nobody knows it but you've got a secret smile

And you use it only for me

Nobody knows it but you've got a secret smile

And you use it only for me

So save me
I'm waiting

I'm needing, hear me pleading

And soothe me, improve me

I'm grieving,
I'm barely believing now, now

When you are flying around and around the world
And I'm lying alonely
I know there's something sacred and free reserved

And received by me only


E a banda sonora de hoje é: Semisonic - "Secret Smile"




Amo o teu secreto sorriso... aquele que só a mim é permitido perceber.
Amei cada vislumbre que dele tive nesta passagem de ano, em cada badalada, em cada entrada e saída do meu corpo, fogo de artifício só nosso iluminado pelas festas que depositávamos um no outro.
Amei cada carícia em sorrir festivo, cada "amo-te" sussurrado por entre gritos alegres de festas alheias.
Celebrei-te.
Festejei-nos.
Alumiaste o primeiro dia do meu ano com luz que me dará força para muitos mais.
Para mim foi a mais bela passagem de ano de sempre. Obrigada por isso.
Amo-te!

terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Eu em saldo? Nãoooooooo!


Estava ontem enrolada numa manta no sofá e para aquecer os ânimos (o frio envolve-me em tédio!) resolvi fazer "zapping" na Tv à procura de algo que me animasse um pouco. Ao passar no canal Fox vi escrito num quadro, numa série que estava a dar: "Blue Light Special". Fiquei imediatamente de olhos pregados à Tv, nunca imaginei que "Blue Light Special" significasse algo mais para além do meu estado de espírito alterado para modo de "Inverno emocional" num blog qualquer. Não me passou pela cabeça que mais alguém usasse esta expressão para o que quer que fosse. A série era o "John Doe", a cena uma esquadra de polícia, "Blue Light Special" estava escrito num grande quadro como sendo uma pista na investigação de um crime qualquer. A pista foi finalmente desvendada: "Blue Light Special" é gíria de clubes de striptease que significa "duas lapdances pelo preço de uma", algo quente, deslizante, sensual, especial, erótico, dança luxuriante a preço de saldo!
-Boa! - pensei eu- Agora tenho um blog "Red Light" mas com desconto!
Dei por mim a sorrir e a pensar que ao "fugir" de um estado quente mudando a Red para Blue só desvalorizei a minha essência, desisti do que realmente sou, acomodei o meu cerne às tempestades exteriores que me assolam todos os dias sem lutar, sem ser uma rival à altura.
Vejo o ano a acabar, já só falta um dia, e faço um balanço de tudo o que vivi nestes últimos doze meses. Não me agrada, nem um pouco. Os bons momentos existiram mas perdem-se numa avalanche de desilusões, perdas, problemas, pedregulhos no caminho que rebolaram em encostas de emoções e destruíram muito à sua passagem. Reconstruções foram poucas e lentas após cada um desses momentos, refugiei-me no meu confortável casulo de receios e falta de coragem e lá me deixei ficar.
Dizem que no fim de cada ano devemos reviver todas as nossas experiências, perceber o que fizemos errado e decidir com convicção e coragem corrigir, avançar e melhorar. Eu (re)começo por aqui, o "Blue Light Special" vai voltar às origens, a Red voltou... e no resto da minha vida pessoal, saldos do que sou? Não mais! 2009 vai ser a 100%, sem descontos... prometo isso a mim mesma!
Que todos vocês consigam estar a 100% também neste novo ano que está a chegar... muita força e um enorme sorriso!



segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Que...

Que o vosso Natal seja doce, muito doce, delicioso!
Que se sintam em paz, serenos e felizes!
Que estejam rodeados de quem mais amam, fisicamente ou em lembrança.
E... que ganhem neste Natal muita energia para enfrentar o novo ano que aí vem com um
enorme sorriso e muita força!
Tudo de bom para vocês, o melhor de preferência!
Boas festas!



domingo, 7 de Dezembro de 2008

Desafio...

Hello, hello!
Fui convidada pelo DJ Flash a responder a um desafio e como raramente nego algum, cá vai ele!

As regras são as seguintes:

I. colocar uma foto individual nossa;
II. escolher uma banda/artista;
III. responder às questões somente com títulos de canções da banda/artista escolhido;
IV. escolher 4 pessoas que respondam ao desafio, sem esquecer de avisá-los.

I. A fotografia:


II. A banda: TLC

III. As respostas:

3.1. És homem ou mulher? "Girl Talk"
3.2. Descreve-te: "Red Light Special"
3.3. O que as pessoas acham de ti? "If They Knew"
3.4. Como descreves o teu último relacionamento: "No Scrubs"
3.5. Descreve o estado actual da tua relação com a tua namorada ou pretendente: "Diggin' On You"
3.6. Onde querias estar agora? "Waterfalls"
3.7. O que pensas a respeito do amor? "Good Love"
3.8. Como é a tua vida? "My Life"
3.9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo? "In Your Arms Tonight"
3.10. Escreve uma frase sábia: "Give It To Me While It's Hot"

IV. Escolher 4 pessoas a quem passar o desafio: vou passar o desafio a quem o quiser responder. Divirtam-se!

terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Breaking Taboos

De repente, sem estar à espera, voltei a sentir a Red a sorrir para mim.... soube bem ao fim de tanto tempo em estado Blue. Larguei até a "terceira pessoa" e voltei a falar na primeira, porque fui eu que me arrepiei, fui eu que me emocionei, fui eu que fiquei comovida ao ver este video:



É um trabalho fantástico de dois amigos da Second Life®, o Imso e a Elora, um despir de preconceitos, um quebrar de tabús como ainda não tinha visto, um tocar na pele para arrepiar o coração. Só por imagens. Nuas. Cruas. Libertas. Livres. Que nos prendem, que nos amarram e nos deixam a pensar no amor e em todas as suas formas. Uma vez mais amigos, estão de parabéns! Que o vosso trabalho toque tanto outros corações como tocou o meu...

segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

In a manner of speaking...

Tremem-se-lhe os dedos mas nem por isso as palavras querem sair como lhe correm nervosas no coração. Correm a galope, soltas em ventos de tempestade, mas a calmia que se lhes impõe cá fora não lhes dá a liberdade que ela necessita para as escrever, para as soltar, para as libertar e deixar fugir para um outro alguém. Guarda-as para si, em forma de sentimentos intensos, que a comprimem quase ao ponto da implosão... ela precisa lhes dar asas e de as deixar voar, mas elas não querem e protegem-se dentro das suas tempestades interiores. Não se sabem falar, não se sabem transmitir a outrém.
Ela assim quase sufoca, mas as palavras são soberanas e não querem ser partilhadas.... pelo menos ainda não... pelo menos não para já.
Ela espera. Simplesmente isso. Que as palavras dela resolvam falar.


quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Mulher Capicua.... ou não.


Por vezes ela gostaria de ser lida da frente para trás e de trás para a frente de igual modo, como se ela fosse fácil de decifrar, como se fosse simples de ler. No entanto mulher capicua não é o nome que lhe dão, mas sim mulher complexa, diferente, imensa no seu caos. Ela gostaria de o ser... a tal da capicua... como os números. Contudo ela é 8 ou 80, não há 44 nela, não há meias medidas nem amenas atitudes. Há quem diga que ainda bem, que isso é o seu "sal", o seu tempero. Ela no seu íntimo espera que sim.


segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Gritos mudos...

Ela sente-se muda, nem a ponta dos dedos grita o tanto que lhe vai na alma.
O azul deixa-a assim...


quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Tempos verbais


Ela hoje acordou a conjugar um tempo verbal mentalmente, o verbo amar.
Sim, porque ela hoje ama e ama muito. Presente. Do indicativo. Daquele que indica o quanto ela se dedica ao amor e à ligação a este homem, com todas as suas forças viscerais. Agarra-se ao amor sereno e da paixão amena como se do amor mais louco e apaixonado se tratasse porque ela sabe hoje que este amor vale mais a pena prolongar do que momentos intensos mas fugidios de prazer.
Ela já amou muito e foi muito amada num pretérito perfeito sem perfeição alguma que a deixava louca de felicidade, que a punha na linha do vermelho e a lá deixava dias e dias e dias seguidos em êxtase puro, a viver a vida a oitenta, a aproveitar cada segundo que a ampulheta do tempo lhe dava como se fosse o último. E viveu bem. Momentos raros e inesquecíveis que lhe ficarão marcados na memória para sempre. Porque ela amava num pretérito imperfeitíssimo, daqueles que de tão imperfeitos só trazem felicidade, amor e paixão insana para uma vida inteira, mesmo quando esta última passa.
Ela amara por palavras, ela amara por gestos, ela amara por olhares, ela amara por sorrisos, ela amara por toques, ela amara por gestos nús em camas despidas de roupas e algo mais, ela amara por momentos de êxtase em momentos mais-que-perfeitos que perdiam os pretéritos entre os lençois.
E se ela voltasse atrás amaria sempre assim, fosse qual fosse a condicional que a mantivesse na dúvida ou fosse qualquer que fosse o entrave a tanto e intenso amor apaixonado. Porque ela continuará a amar no futuro, amará até que a alma e o coração lhe doam, viverá sempre este sentimento único e de uma beleza única que sabe que é sorte para os afortunados que o sentem e o vivem com mais ou menos intensidade nas suas conjugações a dois.


quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Oceano


Ela imaginou-se sob o seu azul oceano, debaixo do seu corpo líquido imenso que a esmagava em silêncio e em apneia a fazia calar gemidos de prazer.
Este estado que lhe fluia na pele moldava-lhe as formas voluptuosas, lavando-as da molhada saudade.
Ela bebeu-lhe a água e guardou-lhe o sal, um dia vai precisar dele para de novo o chorar.



terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Outono


Ela timidamente aproximou-se dele e sussurrou-lhe ao ouvido:
- "Meu Anjo, queres ser o meu Outono?"
Perante a ideia da sensual colheita da época, ante a sensação imaginada do seu corpo em queda de novo sobre o seu, em face à certeza de saborear em fogo a amadurecida fruta do pecado, ele fugiu.
Ela entendeu e murmurou tristemente baixinho:
- "Só queria sentir de novo o calor das tuas asas, neste Outono tenho frio...".


segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

Dedicado a uma amiga...

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa




Hoje é para ti minha querida "El", pela nossa conversa de ontem, pelas tuas palavras amigas, pelas decisões difíceis que terás que tomar num futuro próximo... que o teu castelo seja o mais lindo que já alguma vez alguém viu e, como dissemos, que tenhas motorista à porta, daqueles bem giraços, um ambrósio a servir-te todo jeitoso que te considere a mulher mais sexy do mundo (porque o és!) e uma legião de amigos, dos verdadeiros, sempre prontos a festejar contigo a tua beleza interior no teu castelo feito com as lindas pedras que nesta fase estás a recolher. Tu mereces!

Ps: Obrigada por tudo!

domingo, 26 de Outubro de 2008

Hora mítica e outras divagações...


Ela tinha há mais ou menos um ano atrás uma hora mítica na qual escrevia todos os dias: quatro horas da manhã. Não sabia bem porquê. Depois de uma longa e difícil noite de insónias sentava-se a sintetizar sentimentos, como se isso a ajudasse a se preparar para se ir finalmente deitar, como se isso lhe trouxesse o sono e o merecido descanso. E a verdade é que trazia. Depois de escrever ela dirigia-se ao seu leito e adormecia rapidamente, como uma criança que finalmente terminou o seu dia e tem os trabalhos de casa cumpridos. Ela cumprira os seus, e dos últimos fazia parte a escrita quase diária.
Hoje em dia acontece o contrário, ela adormece cedo, bem cedo, e pelas cinco horas da manhã levanta-se sem sono algum, fica a passear pela casa sem saber bem o que fazer, a escutar respirares profundos da sua família que dorme, não consegue pegar num livro para ler, não consegue voltar a se deitar para dormir, não consegue simplesmente trabalhar em tanto que tem para fazer, não consegue ver televisão. É como se fosse uma hora mágica, que convida à reflexão e não ao trabalho, que a obriga a parar para pensar e consequentemente, uma vez mais, adiantar os seus próprios trabalhos de casa e escrever. Para si mesma, por si mesma. Porque quer. E nem sabe bem porque sente essa necessidade, mas ela está lá e flui na ponta dos seus dedos a uma velocidade estonteante, sem que ela tenha tempo de perceber se o que diz na escrita faz sequer algum tipo de sentido ou não. Também não interessa. Esse não é o objectivo.
Olha para as horas de repente e amaldiçoa-as devagarinho, levanta-se e confirma na televisão: as quase seis horas no seu relógio de pulso afinal ainda são quase cinco, esta noite mudou a hora e ela, uma vez mais, está a escrever à mítica hora das quatro horas da madrugada. Está impressionada e ao mesmo tempo frustrada com a coincidência, não era suposto ser assim, era suposto um ano depois tudo ser diferente, nem que fosse numa simples hora, num simples mudar de minutos contados devagar em segundos num qualquer dos seus relógios.
Como ela gostaria de nesta noite saber rezar! Precisava tanto de se ajoelhar perante deus ou quem quer que seja que está lá em cima e nos guia, para pedir orientação. Aproveitaria muito melhor este tempo vazio nas suas madrugadas se canalizasse as suas frustrações, os seus medos, os seus receios, de algum modo frutífero. Ela não o sabe fazer, não sabe rezar, acha que não é só pedir e fazer promessas, acredita que tem que ser muito mais que isso, por isso não o faz. Orientação é a palavra que lhe surge como sinónimo de tal neste momento, mas nem disso tem certeza. Sente-se tão perdida. Só queria um fio condutor que a guiasse e lhe indicasse um caminho. Nem precisava de ser o caminho mais fácil ou mais bonito, mas sim aquele que a fizesse de algum modo, e no seu fim, mais feliz. Mas afinal, não é isso que todos procuramos? Se alguém souber uma fórmula mágica que me diga aqui ao ouvido, que eu transmito-lhe a "ela" o recado e a minha amiga agradece.
;)


sábado, 25 de Outubro de 2008

Folhas


Estamos em pleno Outono e ela sente uma vontade louca de pular por entre as folhas de cores quentes que se acumulam nos jardins da cidade. Lembra-se de passeios noutros jardins, noutros tempos, de como lhe sabia bem saltar e correr entre esses delicados caules caídos, de lhes dar pontapés e de os fazer levantar no ar, de como lhe apetecia deitar-se nos montes altos e fofos que se acumulavam em recantos escondidos e perder-se por lá entre abraços e beijos com a pessoa amada. Os toques quentes sempre lhe fizeram bem ao corpo e à alma, sempre lhe despertaram vontades e luxúrias, sempre a fizeram perder-se entre beijos e movimentos de corpos que se despiam com pressa numa cama já sem folhas mas ainda com cheiro a pétalas de rosas. Sim, aquelas que ele lhe oferecera nesse mesmo dia por entre os cheiros das folhas quentes de Outono, numa orgia olfativa que a levava à loucura.
Hoje gostava que existissem folhas azuis e de tons frios como o seu estado de espírito, a cair das árvores, assim como cai a neve levemente, e que se acumulassem também pelos jardins e ruas da sua cidade. As cores frias já não a excitam, mas dão-lhe vontade de se enroscar, de procurar o calor e o mimo nos braços amados, de se envolver numa manta quentinha junto a uma lareira com dois copos de vinho do Porto encorpado entre mãos. Frutado. Que dão vontade de saborear e de cheirar de outra forma, encostados, numa orgia de sentidos que não levam à loucura mas que sabem também deliciosamente bem.




sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Quadros e Mudanças


Ela ontem foi a uma consulta médica de rotina e, como é hábito da classe, fizeram-na esperar um bom par de horas na sala de espera pela sua consulta. Durante mais de uma hora folheou revistas cor-de-rosa num estado de espírito muito pouco dessa cor. Estava sombria, dava voltas na cadeira que até era confortável, mexia-se, voltava a se movimentar, levantava-se para trocar de revista mesmo que ainda não tivesse terminado de ler as ditas notícias de boa cor da revista que tinha em mãos. Olhava em volta discretamente sem levantar o olhar, observava as outras "vítimas" que esperavam mais ou menos conscientes do seu e do sofrimento da espera alheios, observava-lhes os sapatos, as carteiras, tentava perceber quem estaria ali por detrás do aspecto, divagou mentalmente, imaginou mil e uma profissões para os seus companheiros naquela sala minúscula, tentou ler-lhes os pensamentos e ainda se perdeu mais em divagações.
Até que desesperada pela hora e meia passada pousou tudo, parou tudo e olhou para cima, finalmente olhou o horizonte daquelas quatro paredes e uma janela e, quase que de imediato, o seu olhar ficou preso em dois quadros que lado a lado enfeitavam uma das paredes. Eram dois quadros grandes, como não os tinha visto antes?
Um quadro tinha a base da tela pintada em tons quentes, laranja-avermelhados, o seu par tinha a base pintada em tons frios, de um azul céu-que-vai-chover. No quadro quente uma mulher nua estava pintada de corpo inteiro, de pé, de frente para a plateia ali sentada, exposta e, apesar das suas feições indistintas, sentia-se-lhe o ar confiante, sensual, a felicidade feminina à flor da pele de quem se expõe assim sem pudores. No quadro frio estava uma mulher também nua mas virada de costas para quem a queria observar, escondia o seu corpo do mundo e ela sentia-lhe o choro pintado por aquele azul de céu-que-vai-chover a escorrer-lhe na face oculta e nas costas que lhe imaginava a soluçar.
De repente os seus olhos ficaram marejados de lágrimas. Aqueles quadros poderiam ser ela, o seu passado e o seu presente, o seu Verão fugido e o seu Inverno chegado. Estivessem numa galeria e faria tudo para os adquirir, tal era a intensidade que a mensagem de ambos lhe transmitiam e as emoções que lhe faziam provocar no seu corpo. Olhava para os quadros e sentia-se nua perante aquela pequena multidão de convivas em silêncio profundo à espera do mesmo que ela.
Finalmente chamaram o seu nome, ela levantou-se ainda meio despida, ainda meio emocionada, ciente que alguns olhares pousavam sobre si, mas isso não a incomodou. Afinal se era a mulher dos quadros, se era vista, olhada, desejada, sentida por tantas almas todos os dias, já deveria estar habituada a ser tocada assim.



PS: Falando de novo na primeira pessoa, e como já vos disse anteriormente, a Red virou Blue, estou e sinto-me muito diferente do que era há uns meses atrás. Se inicialmente isso me deixava frustrada, decidi que tenho que o combater e assumir que todas as fases da nossa vida têm a sua beleza própria e aproveitar esta tanto ou mais que a anterior. Se por vezes os meus textos são ficção, o de hoje não é, o que aqui relatei aconteceu de verdade e deixou-me a pensar em definitivamente me assumir aqui no blog noutra identidade. Por isso, e apesar do link original do blog se manter, este blog passará a partir de hoje a se chamar Blue Light Special... nunca ninguém disse que o azul não era uma cor tão bonita como o vermelho, pois não? E de Red virarei Blue... até um dia. Quando o Inverno passar e o meu Verão voltar, voltaremos ao "velhinho" Red Light. Aos que me quiserem continuar a seguir e aos que decidirem deixar de o fazer fica aqui desde já o meu obrigada pela companhia e aquele beijinho sempre especial.


quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Amigas


Ela é uma mulher de sorte e tem variadas amigas. Poucas, mas variadas. Parece uma antítese mas não é. Porque ela não tem várias, mas sim poucas amigas pouco monótonas. Daquelas poucas amigas que valem tanto a pena que não são necessárias muitas mais. E por vezes gostava de ser um bocadinho de cada uma delas, assim um bocadinho pequenino, para se sentir a cem por cento mulher preenchida de vida, como hoje não se sente.
Ela tem uma amiga que neste momento virou boneca matrioska e está loucamente apaixonada por um soldadinho de chumbo. Dela queria a emoção, as borboletas na barriga de cada bonequinha matrioska que se devem multiplicar por mil agora que o soldadinho vem limpar as armas.
Ela tem uma amiga que sempre que lhe pergunta: "Estás boa?" lhe responde: "Eu sou boa, eu me amo, sou linda, fabulosa, estou melhor que nunca, um espectáculo!". Dela queria a incrível boa disposição e constante positividade mesmo que por vezes esteja a disfarçar um coração partido em bocadinhos bem pequeninos.
Ela tem uma amiga que está sempre amena, que está sempre bem, que está sempre suave, que está sempre "vamos indo". Dela só queria a suavidade, porque na verdade essa vertente amena da amiga, que por sinal é uma amiga incondicional e pronta para ajudar sempre, desassossega-a profundamente.
Ela tem uma amiga muito espiritual de quem gosta muito, uma irmã nesta e noutras vidas, e dela só queria um pouco mais de compreensão e aprender a, como ela, dar, dar, dar, dar, dar, dar e ainda dar!
Ela tem uma amiga muito querida e especial que não conhece, que vive em Paris e por quem sente uma ligação muito , muito forte. Dela queria um dia um abraço, aquele xi-coração apertado que ambas prometem há anos virtualmente e que sabem que um dia o darão.
Ela tem mais amigas, mas essas já são várias e não variadas. Ela precisa de fugir à sua monotonia e "roubar" um bocadinho diferente de si mesma a cada uma delas. Sabe que elas não se importam... afinal é só hoje... um bocadinho, bem pequenino...




terça-feira, 21 de Outubro de 2008

Ela conhece...


... um homem que aparenta ter um coração de lousa. Sim, aquele xisto polido, pedra negra laminada, ardósia onde se escrevem linhas que pulsam, onde se desenham veias que amam, onde se rabiscam sentimentos que se escondem e onde a giz por vezes ele deixa que alguém perceba que sente. Mas só por vezes. Esse homem parece frio como a laje que parece substituir o seu coração.
Todavia ela sabe que no lugar da pedra está um coração suave, de areia fofa e delicada, impenetrável para a maioria do comum dos mortais. Um dia ela teve a sorte de ser mais que isso e de conseguir ultrapassar essa barreira, de conseguir ler sentimentos escritos a giz de muitas cores, alegres e felizes. Ela andou com os pés nus nessa areia, de mãos dadas com os sentimentos mais puros e belos que já sentiu na alma de alguém, amou conhecer essa beleza interior de raro acesso, essa praia secreta que quase só a ela lhe foi mostrada.
Hoje os caminhos para essa praia desapareceram e ela teme que esse homem se afunde nas areias que se transformaram em movediças aos seus olhos. Ela teme que ele se deixe empedernir ainda mais pelo receio ou pelo medo de se deixar visitar por ela outra vez.
Contudo ela não desiste. Numa luta contra pedregulhos, contra um coração que se faz duro como um rochedo, numa luta contra o que outros considerariam invencível... ela mantém-se "lá". Não desiste desta amizade. Continua a escrever a giz mensagens que espera que pulsem o coração que ela não vê, não sente, mas que (ainda) tão bem conhece.


segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Simplesmente...


Ela nessa manhã acordou envolta em simplicidade, despida de roupagens e vestes complexas despojada de malícias e ornatos.
Lençóis de ingenuidade cobriam o seu corpo tocado por singelos raios de sol da manhã que espreitavam pelas persianas mal fechadas, o seu corpo de alva candura contorcia-se languidamente no leito aquecido pelo corpo ainda adormecido do seu amante, nesse dia príncipe encantado. Porque para ela nesse momento tudo era simples, como nas velhinhas estórias de encantar.
Por isso levantou-se em movimentos puros, sentou-se num banco fofo em frente ao espelho da sua cómoda e de modo singelo escovou o cabelo ruivo cem vezes ao levantar, como faziam todas as princesas das estórias que a sua avó contava. Fê-lo lentamente, em penteares inocentes e naturais.
Levantou-se, vestiu-se, deu um terno e ingénuo beijo ao seu jovem príncipe antes de sair. Fechou a porta do quarto e nesse dia, simplesmente, foi uma vez mais trabalhar.


sábado, 18 de Outubro de 2008

Saudades desses lugares...

sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

Raro...


Ela hoje teve um imenso trevo de quatro folhas nas mãos, grande, grande, tão grande que se desequilibrou e desajeitadamente lhe caiu ao chão. O grande trevo despedaçou-se e fez precipitar gordas lágrimas pela sua cara abaixo. Gordas, gordas. Pesadas em pesar.
É raro ter a sorte de encontrar um trevo como este... mais raro ainda é vê-la chorar assim.

quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Sorte...

Ela senta-se no meio do verde na esperança de ver o mundo multiplicado em quatro. Sente-se fofa, aveludada, amparada num caule que transforma a rigidez do seu corpo numa haste quebrada pela languidez que espera a sorte.
Ela estava habituada a ver-se rodeada de três pétalas, mundos tríplices e comuns, todavia hoje decidiu que o seu dia será especial e único, o seu verde mais verde, a sua esperança mais empolada naquela quarta pétala que, igual às outras, faz no conjunto toda a diferença.
E só de o experimentar, só de se atrever a tocar num mundo novo, ela ganha o dia!
A partir de hoje cada dia que virá terá que ser diferente... vinte e quatro horas de sorte repetidas que ela própria ditará, em linhas de vida semeadas sem ser ao acaso mesmo ali, na palma da sua mão.


domingo, 12 de Outubro de 2008

Vale a pena...


Ela sabe que ele às vezes a espreita... pé ante pé, suavemente, sorrateiramente em pés de lã delicados para não ser percebido.
Ela sabe-o porque ele lho diz, e sempre que ele o faz ela arrepia-se e gostava de lhe poder dizer que não o fizesse. Preferia não o perceber a ler a sua alma, a perscrutar o seu íntimo que lê em frases soltas e ultimamente meio emaranhadas e sem sentido.
Pois através destas palavras embrulhadas ela opta por lhe dizer aquilo que ele já sabe, aquilo que ele já percebeu: ela não vai usar o antídoto que tinha entre mãos. O antídoto daquela amizade que tem momentos tóxicos, daquela amizade que por vezes lhe suga as emoções e as baralha em castelos de cartas que se desmoronam e a deixam em desnorte.
Não o faz pelos beijos que recebe de amizade que sabe ser verdadeira, pela sintonia entre os dois que com pouca gente tem, pelo carinho e preocupação mútuos, pelas gargalhadas, pelas lágrimas e pelas músicas.
Por tudo isso ela continua a acreditar que vale a pena... embora acredite também que um "antídoto natural" chegará lentamente e devagarinho os irá ao longo dos tempos e das vidas afastar, mesmo sabendo que quando precisar estarão ambos "lá".
E é isso... o frasquinho do antídoto é bonito. Ela vai deitar o conteúdo fora e guardar o invólucro num lugar de recordações (muito) especiais.


quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

Ai como eu odeio...


... sentir-me vazia de sentimentos e emoções fortes!
Maldita antítese deste ódio ameno, deste deleite sem raiva ou paixão apagada.
Não me agrada este agrado assim.
Porque não me sei contentar com pouco? Porque razão só me sinto preenchida até aos meus mais recônditos recantos se sentir intensidade no âmago de mim? Sem os meus segredos ocultos e profundos estarem em erupção não me sinto feliz.
Maldito sejas TU que me deixaste assim!
Maldita seja EU que me permiti deixar levar a este estado morno que não me ferve nem o corpo nem a alma.
Malditos momentos de amores apaixonados em lava que se me escorreram e sulcaram na pele e me queimaram a capacidade de ser fria.
Malditos!



quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

A anónimos e não só...


Ela hoje para explicar a sua ausência não pode falar na terceira pessoa. Tem que falar na primeira, deixar solto o seu "eu", mergulhar nas suas profundezas, ir ao fundo do seu íntimo sem medo e sem máscaras de uma outra qualquer.
Eu realmente ando sem vontade. Pouco me faz desejar algo, o desejo é difícil de emergir na minha apatia e inércia. O que me impelia a escrever desapareceu, falta-me a paixão avassaladora, o amor que arde, a raiva que brota de apetites lascívos. A vontade de escrever foi-se com a falta de emoções intensas, não sinto formigueiro quente na ponta dos dedos nem palavras a fugir da alma.
Tenho pena. Não gosto de mim assim.
Peço desculpa mas a Red virou Blue, e nessa cor ela é pouco interessante.
Até breve.


quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

Só para te dizer...


segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Dúvida...

A ela hoje apetece-lhe deixar de ser amiga de um amigo.
Parece-lhe uma atitude pouco amiga, mas questiona-se se não será mais amiga de si mesma se realmente o fizer.
Porque há amigos tóxicos, daqueles que fazem mal e envenenam devagarinho, lentamente, em deslizares perigosos nas recordações aparentemente felizes a dois. Ou a três, ou a quatro ou até a muitos mais. Esses muitos mais é que na maioria das vezes eram amigos desconhecidos. Ou quiçá conhecidos dos seus instintos e premonições mas que ela se negava a vislumbrar.
Por vezes para um bom veneno só um bom antídoto... e ela tem-no entre mãos.
Não sabe ainda é se o irá usar.


quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

Anjos caídos...


Ela hoje acordou e sentiu como se nada tivesse dormido. Passou a noite às voltas e voltas na cama, a sonhar com anjos caídos e indiferentes, com as suas asas cortadas e prostrados no chão. Anjos negros, anjos brancos, anjos cinza, anjos assim-assim, mas sempre anjos mudos e quedos. As imagens seguiam-se em catadupa e todas elas eram desoladoras. Acordou cansada, sentiu-se ignorada uma vez mais por aquele silêncio não inocente que lhe invadiu o sono e o descanso ausente.
Saltou da cama e sentou-se a escrever, queria lembrar-se de bons momentos e recordações suaves, conforto que fluisse na ponta dos dedos e a fizesse purgar a alma da noite atormentada. Tentou lembrar-se dos beijos mas não o conseguiu fazer, não se lembra nem da cor nem do sabor daqueles toques outrora ardentes. Cerrou os olhos com força e recordou traços roxo-violeta em lábios alheios. Sim, eram dessa cor, dessa mistura que sempre a intrigou e que fazia desses tons os seus preferidos. Todavia não se lembra como eram os seus próprios lábios pintados, era suposto lembrar-se da tonalidade que imprimia nos seus próprios beijos mas não o consegue fazer, parece que por fim se esbateram na ampulheta do tempo que já passou. O sabor... esse deveria saber a fruta de tempo quente, frutos silvestres quem sabe, não se lembra de o degustar mas imagina que terá sido assim.
Os seus pensamentos soltam-se e fluem em direcção a outro lugar, outro local, outra cidade, outros tempos. Soube que uma amiga vai a Londres e aquela inveja boa ficou à flor-da-pele. Ela tem saudades dessa cidade onde quase sempre foi feliz, onde mil promessas trocou, onde nos céus quase sempre cinzentos só voavam anjos belos, de asas plenas e bem abertas. Onde essas asas a abraçaram um dia quentes, mesmo estando aquele frio londrino que se entranha no corpo fora dos meses de Verão. E a última vez que ela lá esteve era Inverno, frio, frio, muito frio. E todos os receios que ela nessa altura sentia se dissipavam na confiança plena naquelas asas de anjo quente. Prometeu que dois anos depois lá estaria a celebrar vitórias e conquistas, porém já passaram três e não só pouco conquistou como a confiança se perdeu. Voltar a essa cidade hoje seria um retorno triste, insatisfeito, digno dos anjos caídos dos seus sonhos nocturnos.
Ela ouve sem parar esta música e espera que o pesadelo passe rápido. Este é daqueles que se mantêm depois de acordar e se nada fizer pode durar uma vida inteira.

quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

Brand new day...


Se há certeza que ela tem é que depois da tempestade vem sempre a bonança. Não há crise de desamor que resista ao abraço verdadeiro, à lágrima caída de felicidade a dois, ao beijo trocado entre olhares e gestos cúmplices.
Amanhã pode até chover outra vez e a tempestade bater na vidraça de sua casa, mas hoje ela aproveita o sol e dança tocada pelas gotas de chuva que de ontem restam. Ela até gosta desta "chuva molha tolos de amor", destas gotas que lhe mantêm o corpo molhado para o amante que irá chegar. Lubrifica assim corpo e alma com um sorriso húmido que hoje lhe sabe bem. Muito bem.


terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Sabe-se lá porquê...


Ela descobriu que o ser humano tem a incrível capacidade de amar vários amores ao mesmo tempo.
O ser humano ama pais, ama filhos, ama irmãos (de sangue ou de coração), ama amigos, ama companheiros, ama namorados, ama maridos/mulheres, ama amantes, ama paixões platónicas, ama o cão e ama o gato, ama as flores do jardim, ama aquele jantar especial, ama amar, ama detestar, ama-se por fim (ou na maioria das vezes por princípio) a si próprio.
Ela descobriu também que não ama dividir amores, que é egoísta a esse ponto, que não ama mesmo nada saber que o marido que a ama também ama aquela amiga especial lá do trabalho. Todos lhe conferem como virtude o altruísmo, a capacidade de dar... mas neste momento só lhe apetece dar com a cabeça na parede ou dar com a parede na cabeça de alguém.
E quanto mais ele lhe diz que a ama, mais revoltada ela fica pela descoberta que fez, que é amada tanto como aquele rissol de camarão do jantar de ontem ou como aquele ramo de flores que ele lhe ofereceu para a apaziguar nesta revolução de amores.
Ela sente revolta perante tanto amor, gostava de o poder castrar, de o poder direccionar única e exclusivamente na sua direcção. Mas não pode. E não há "pontos finais parágrafos" que resolvam isso, descobriu que depois de vírgulas e mais vírgulas o seu texto dá uma volta de 360 graus e volta tudo ao mesmo.
Ela hoje sente que a sanidade emocional não é a sua maior qualidade, talvez nunca tenha sido. Espreita a casa dos vizinhos e vê que estes amam como se ama em sua casa: ou com amor demais, ou com amor de menos. Tem um vizinho que mantem o seu casamento e até se engana a dizer que está tudo bem, quando ama também outra vizinha casada. Tem outro vizinho que não é casado e que não ama a mulher com quem vive, apenas ama o carinho e o conforto que esta lhe dá. Tem uma vizinha que ao ser trocada por outra mulher que vive do outro lado do oceano deixou de se amar. Tem outra vizinha que começou a namorar mas não ama nem um pouco a sua nova conquista, apenas gosta de com ele estar. Tem um vizinho que violou a sua namorada no momento em que esta lhe disse "não" pela primeira vez e essa namorada envergonhada no seu amor nada fez. Tem outra vizinha que ama o filho, ama o neto mas não ama nada a nora mesmo que o apregoe aos sete ventos. Tem uma vizinha que se separou recentemente e sente a falta do seu companheiro por quem já há muito não sente paixão mas ainda o ama. Tem outra vizinha que só ama os cães que tem e não suporta pessoas. Tem um vizinho que tem uma noiva que destroi casamentos alheios, sabe-o e finge nada entender. Tem muito mais vizinhos com muitos mais (des) amores, mas acha melhor parar de deitar pedras aos seus telhados, o seu é de cristal e está prestes a se partir em mil pedaços.
Ela descobriu no fim de contas que não ama amar, que preferia ser insensível a esse sentimento que em todos se entranha e só em poucos se estranha. E descobriu também que é melhor parar por aqui porque não ama escrever e impõe-se a isso sabe-se lá porquê.


quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

...

Ela está exausta.
Só lhe apetece pôr "pontos finais, parágrafos" na sua vida.
Porém o seu texto ainda agora começou,
a
inda nem à "vírgula" chegou...



segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Há momentos...


Há momentos em que ela tem saudades de o sentir em colo, de o encostar contra o peito e fazer parecer que todos os problemas que o mundo lhe deu no seu abraço nada são.
Há momentos em que ela tem saudades de lhe sentir a pele na ponta dos dedos, de lhe sentir o respirar de homem encostado ao seu corpo, de o desejar com carinho afastado de volúpia.
E há momentos ainda em que ela deseja tudo o resto, tudo o que vai para lá da fronteira do mimo, tudo o que na linha do horizonte do desejo aquele homem depõe num ocaso pontual. Porque há momentos assim únicos, em que a sintonia entre as almas é superior a tudo o resto.


sábado, 23 de Agosto de 2008

Erros...


Ela olha hoje para trás e não se arrepende de nada. Nada mesmo. Não se arrepende do que fez bem e muito menos do que fez mal, porque foi com os erros que mais aprendeu, foi com eles que mais cresceu, e é graças a eles que sabe reconhecer em cada dia que passa aquilo que quer e aquilo que dispensa na vida.
Contudo alguns erros que cometeu ainda não lhe serviram de lição. Parece que se esfumam nas suas vivências, disfarçam-se, moldam-se, mutam-se, mudam-se e não cumprem o seu objectivo.
Ela questiona-se se terão sido em vão ou se ainda não completou os erros todos. Quem sabe se não foram erros mas sim acções acertadas num tempo e lugar errados...
Deixa a dúvida no ar e segue em frente, pronta para agir bem mas sobretudo para errar outra vez, com a mesma intensidade e paixão com que sempre o fez.


quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

Ela descobriu...

... que andar devagar sobre areias movediças só a ajuda a se afundar mais nela mesma. Em cada passo preguiçoso mais se enterra, em cada movimento lânguido mais se esconde em si, em cada deslize prostrado mais crava incertezas no seu coração.
Todavia ela sempre gostou de andar na areia sem pressas, de pés nús, sensível ao contacto de cada grão, a sentir as carícias de cada pedrinha pequenina, a se perceber poderosa, a se (re)conhecer superior num dos cinco sentidos que naquele momento é imponente e tudo domina. O toque que abafa tudo o que ouve, cheira, degusta ou vê, a sensação de proximidade com um mundo inteiro dividido em ínfimas partes mas que ali é só seu.
Conscientemente deixa-se afundar devagarinho, porque nesses mergulhos é grande, e essa sensação alimenta-a de vida que, nem que seja por breves instantes, vale bem a pena.


sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

Por vezes...


Por vezes ela sente que a sua cabeça é como um puzzle de cinco mil peças, aqueles puzzles gigantes que reproduzem uma obra-prima qualquer, que valem a pena o esforço, as horas, a dedicação, o empenho, e que nos levam ao desespero por não terminar o dito porque se perdeu uma peça. Ou duas. Ou três. Ou até mais.
Por vezes a sua cabeça é como aquele quadro das Meninas de Velazquez, que poderia ser reproduzido no tal puzzle, mas que ela simplesmente abomina. Não gosta das meninas, não gosta dos homens que por lá aparecem, não gosta dos quadros pendurados na parede que lhe ampliam a insanidade pintada magistralmente por um louco qualquer. Não gosta dos tons lúgubres da dita obra-prima, não gosta das perspectivas perfeitas, não gosta sequer do cão que descansa aos pés das meninas. E ela até adora cães, e gosta de crianças, e gosta ainda mais de homens.
Contudo por vezes a sua cabeça está em cinco mil bocadinhos que não lhe permitem pensar assim, segura no limbo de um fio condutor são, como seria suposto. Imagina-se qual equilibrista a atravessar esse fio, devagar, nua de roupas e medos, com o público a seus pés numa qualquer tenda de circo, a sentir a ansiedade do seu corpo e dos corpos alheios que a assistem. E deixa de pensar como os outros querem, como uma obra-prima magistral e sem defeitos, e passa a pensar por si mesma.
E por vezes isso sim, faria um bom quadro que poderia ser passado a puzzle. Não é uma obra-prima mas é "ela". De cores pastel-alegre, de perspectiva imperfeita e ilógica. E poderiam faltar até as peças do seu puzzle, poderiam ficar espaços vazios no seu retrato mental, e ainda assim valeria a pena a dedicação e as horas às voltas com os seus bocadinhos.
Porque em todas as vezes vale a pena ser ela própria, orgulhar-se de si mesma, mesmo que mal pintada em garatujas que só ela entende.




"Farewell the ashtray girl
Angelic fruitcake
Beware this troubled world
Control your intake
Goodbye to open sores
Goodbye and furthermore
You know we miss her
We miss her picture"

("This picture" - Placebo)

quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

A ela hoje...


terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Hiato ou o prefácio de um recomeço

Por vezes na vida precisamos daquela pausa, daquele tempo entre tempos, daquele intervalo que nos faz parar, pensar, reorganizar, arrumar gavetas emocionais, reaprender o lugar dos amores e desamores. Aquele hiato que nem sempre é apetecido mas que é imprescindível para seguir em frente.
Aconteceu isso comigo. Estaquei perante mim mesma, respirei fundo, ri e chorei, cessei loucuras, coloquei pontos finais, avancei convicta para mais um parágrafo da minha existência. Descansei um pouco e converti-me num outro alguém. Como se mudasse de pele, preservei o meu íntimo, os meus valores e convicções mais sagrados, mas mudei: por dentro e por fora.
Sei que hoje sou outra mulher, e agradeço a quem me ajudou a passar esta transformação, a quem me deu a mão ou a negou, a quem me impulsionou nesta imersão de mim mesma e me amparou quando voltei à tona meio à toa. Sinto-me ainda perdida, entre caminhos e encruzilhadas, entre mil pensamentos, desejos e vontades. Todavia, neste poço onde mergulhei fundo já flutuo e vejo paisagem. E é linda a vista daqui...
Ainda não descortinei o meu lugar neste novo eu, neste lugar meu que desconheço. Apetece-me falar de mim na terceira pessoa, mudar de identidade, alterar as minhas impressões digitais, como se isso me amparasse ou me ajudasse no labirinto mental em que me encontro.
E se bem me apetece, melhor o faço!
A partir de hoje mudo a pele aqui no blog e passo a olhar para mim do lado de fora, para uma "ela" que sou ou almejo ser. Ou então não. O "eu" deste blog vai virar personagem, ficção, sonho gravado em letras que se baralham em frases que talvez vos transmitam algo...
Para mim servirá de terapia, sair do meu corpo e reinventar-me, reencontrar-me no caos desta gaveta de emoções que organizei e preciso de continuar a arrumar.
E meu deus... como eu detesto arrumações.
Wish me luck!



sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

Holiday



Scorpions - "Holiday"

domingo, 15 de Junho de 2008

Tinha saudades...

... de sentir sal de felicidade a escorrer na minha face.
Obrigada.
Amo-te.


sexta-feira, 9 de Maio de 2008

On time...

FLY, envious Time, till thou run out thy race;
Call on the lazy leaden-stepping hours,
Whose speed is but the heavy plummet's pace;
And glut thyself with what thy womb devours,
Which is no more then what is false and vain,
And merely mortal dross;
So little is our loss,
So little is thy gain.
For when, as each thing bad thou hast entomb'd
And last of all thy greedy self consumed,
Then long Eternity shall greet our bliss,
With an individual kiss;
And Joy shall overtake us, as a flood,
When every thing that is sincerely good,
And perfectly divine,
With truth, and peace, and love, shall ever shine,
About the supreme throne
Of Him, to whose happy-making sight, alone,
When once our heavenly-guided soul shall climb,
Then all this earthly grossness quit,
Attired with stars, we shall for ever sit,
Triumphing over Death, and Chance, and thee, O Time!



John Milton



quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Sento-me no topo do mundo...


terça-feira, 22 de Abril de 2008

Esta noite...


quinta-feira, 3 de Abril de 2008

I wish you were...

terça-feira, 1 de Abril de 2008

Cada lugar nosso...



Esta música hoje é perfeita... perfeita.
Hoje sinto ser o tempo certo de a ouvir... não ontem...
Hoje.
Provavelmente eu é que me atrasei... quem sabe.
Talvez lhe devesse ter dado ouvidos mais cedo.
Talvez...
Amo-te.

sábado, 29 de Março de 2008

Sou eu...


terça-feira, 25 de Março de 2008

Tenho saudades...


terça-feira, 18 de Março de 2008

What goes around comes around...

sábado, 15 de Março de 2008

I get behind myself... I need to rewind myself...

sexta-feira, 14 de Março de 2008

Trouble Sleeping...


It's late and I'm feeling so tired
Having trouble sleeping.
This constant compromise
Between thinking and breathing.

Could it be I'm suffering
Because I'm never give in?
Won't say that I'm falling in love
Tell me I don't seem myself
Couldn't I blame something else?

Just don't say I'm falling in love

Some kind of therapy
Is all I need
Please believe me
Some instant remedy
That can cure me completely

Could it be that I'm suffering
Because I'll never give in?
Won't say that I'm falling in love
Tell me I don't seem myself
Couldn't I blame something else?

Just don't say I'm falling in love
'cause I've been there before and it's not enough
So nobody say it

Don't even say it
I ve got my eyes shut
Won't look, oh
No, I'm not in love

Could it be I'm suffering
Because I'll never give in?
I'm falling love
Tell me I don't seem myself good enough for something else

Just don't say I'm falling in love
Falling in love
Just don't say I'm falling in love
Oh, yeah
Falling love ooh
Oh, oh, don't say that I'm falling in love, don't say that, oh
Just don't say that I'm falling in love, yeah
Just don't say that I'm falling in love
Don't say but in the answer
'Cause I'll never give in
Oh
Falling in love
Yeah
Oh



(Corinne Bailey Rae - "Trouble Sleeping")

quinta-feira, 13 de Março de 2008

Por uma noite...


Entrei na Second Life®, fui directa para o concerto dos Klepht , distrair-me um pouco, deixar o pensamento voar ao som de uma banda sonora que me aproximasse de ti.
Quando ouvi esta música senti-te tanto, mas tanto... corri para ti e dei-te um beijo, suave, ávido do teu corpo. O resto da noite será passada nos teus braços, a fazer amor contigo, num mundo bem real.
Sentes-me? Eu sinto-te, mais que nunca...


Tocas no rosto enquanto o ar não sai
Inspiro sem medo do acto que vem
Envolvo os pés como mãos
Do toque nasce a nossa ilusão...

Desenhas os risos de um novo medo
Que o peito demonstra sem qualquer sossego
Faz tempo que a culpa se foi
Ficámos de pensar só depois do erro...

Já pouco nos resta fechar os olhos
Escondemos actos sem qualquer receio ou angústia...
Que nos prende a vontade de sentir
O corpo com prazer.

Rasgas-me a roupa sem qualquer pudor
Enquanto buscas o ar pela boca
Passeias o teu cheiro no meu corpo ...

Por entre os braços misturo tudo
Após o prazer ficaremos mudos
Sem saber
Se é por uma noite...

Grito teu nome sem saber
Como será o amanhã
Foi um sonho real
Por uma noite...

quinta-feira, 6 de Março de 2008

Vem cá...

segunda-feira, 3 de Março de 2008

Porque...


domingo, 2 de Março de 2008

...


sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

Angel...

"Spend all your time waiting
For that second chance
For a break that would make it okay
There’s always one reason
To feel not good enough
And it’s hard at the end of the day
I need some distraction
Oh beautiful release
Memory seeps from my veins
Let me be empty
And weightless and maybe
I’ll find some peace tonight

In the arms of an angel
Fly away from here
From this dark cold hotel room
And the endlessness that you fear
You are pulled from the wreckage
Of your silent reverie
You’re in the arms of the angel
May you find some comfort there

So tired of the straight line
And everywhere you turn
There’s vultures and thieves at your back
And the storm keeps on twisting
You keep on building the lie
That you make up for all that you lack
It don’t make no difference
Escaping one last time
It’s easier to believe in this sweet madness oh
This glorious sadness that brings me to my knees

In the arms of an angel
Fly away from here
From this dark cold hotel room
And the endlessness that you fear
You are pulled from the wreckage
Of your silent reverie
You’re in the arms of the angel
May you find some comfort there
You’re in the arms of the angel
May you find some comfort here
...
"


(Sara McLachlan - "Angel")



Whispered @ Lie With Me...



"...Tell me you feel the same way I do ...

... tell me ...

... promise that you will never gonna leave me ..."

quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

Desafio II ...


A minha doce Lau lançou-me um desafio. Uma vez mais é complicado, desta feita mais ainda. A Lau é uma das minhas melhores amigas da vida real, não vai ser fácil responder-lhe como Red... Vou tentar, uma vez mais "eu" vou tentar ficar de parte. Vamos lá ver o que vai sair daqui.
(cada resposta tem um link que vos leva a uma música ou algo que lhe está associado)

Se eu fosse um mês seria... Novembro
Se eu fosse um dia da semana seria... Sexta-Feira
Se eu fosse um número seria... 69
Se eu fosse um planeta seria... Júpiter
Se eu fosse uma direcção seria... o Norte
Se eu fosse um móvel seria... uma Estante
Se eu fosse um liquido seria... aquele que me aqueça o corpo e a alma!
Se eu fosse um pecado seria... Gula
Se eu fosse uma pedra seria... Um calhau rolante, sempre em movimento!
Se eu fosse um metal seria... Criptonita! (não é o metal do Super-Homem, existe mesmo! :P)
Se eu fosse uma árvore seria... um limoeiro!
Se eu fosse uma fruta seria... um fruto estranho, diferente...
Se eu fosse uma flor seria... uma Rosa, daquelas que te beijam e gostas de cuidar...
Se eu fosse um clima seria... um clima monçónico
Se eu fosse um instrumento musical seria... um Piano
Se eu fosse um elemento seria... Fogo!
Se eu fosse uma cor seria... toda eu sou vermelha!
Se eu fosse um animal seria uma... Viúva Negra!
Se eu fosse um som seria... o som do silêncio...
Se eu fosse uma letra de música seria... "Natural Woman"
Se eu fosse uma canção seria... "Diabo no Corpo"
Se eu fosse um estilo de musica seria... R'n'B
Se eu fosse um perfume seria... o perfume do teu corpo!
Se eu fosse um sentimento seria... PAIXÃO!
Se eu fosse um livro seria… o Kamasutra
Se eu fosse uma comida seria… Sushi
Se eu fosse um lugar (cidade ) seria ... Londres
Se eu fosse um gosto seria... um sabor salgado...
Se eu fosse um cheiro seria… o da maresia
Se eu fosse uma palavra seria… Amor
Se eu fosse um verbo seria… Ir!
Se eu fosse um objecto seria… um Dildo!
Se eu fosse uma roupa seria… um chapéu!
Se eu fosse uma parte do corpo seria… os olhos
Se eu fosse uma expressão seria… um problema de expressão!
Se eu fosse um desenho animado seria… uma personagem hentai.. :P
Se eu fosse um filme seria… "Lie with Me"
Se eu fosse forma seria… um círculo
Se eu fosse uma estação seria… Verão
Se eu fosse uma frase seria… Vive!

Segundo a Lau tenho que nomear 9 pessoas, e as mesmas têm que publicar as respostas no seu blog e por sua vez nomear outras 9, que não sejam as mesmas que as nomearam. Uma vez mais passo o desafio para quem o quiser apanhar. Acima de tudo é um exercício fantástico, que nos obriga a pensar e nos leva a nos conhecermos um pouco melhor, mesmo que sob a capa de uma personagem como a Red. Divirtam-se!

Desafio I...

Um casal amigo, o Afonso e a Laura , desafiou a Red para um desafio que lhe provocou um estremecimento. E a "mim" a dúvida. A Red tería que multiplicar por sete as coisas que sabe fazer bem, as coisas que não sabe fazer, as coisas que diz frequentemente, as qualidades que aprecia nos outros (sexo à parte, acrescento), os seus filmes favoritos, os actores/ actrizes preferidos. Deveria lançar o desafio a mais sete pessoas, lança assim a muitas mais, a todos aqueles que o quiserem responder.
A dúvida surgiu porque a Red não sou "eu". Digo por vezes a brincar que a Red é a minha boneca insuflável, bem mandada. Uma personagem que criei, um desafio, um testar de limites que são meus, mas que na realidade existem só nela. Ou talvez existam em mim também. Quem sabe? Cabe a quem me lê descobrir.... talvez até "eu" mesma me (re) descubra também.
Como é obvio a Red tem muito do que sou, mas vou separar as respostas deste desafio: a Red é quem responde... as "minhas" respostas ficam para, quiçá, outro blog.

Sete coisas que a Red sabe fazer bem: Apaixonar-se; amar; entregar-se de corpo e alma; viver intensamente; expressar o que sente; tocar os outros; envolver e envolver-se.

Sete coisas que a Red não sabe fazer: ter tabús, pudores ou preconceitos; passar um dia sem escrever para "ti"; reprimir sentimentos, desejos e vontades; imaginar-se sem amor e paixão; viver a vida sem tempero; não dar 100% em tudo o que diz e faz; não ter prazer com as pequenas coisas simples da vida.

Sete coisas que a Red diz frequentemente: Amo-te; quero-te; desejo-te; apeteces-me; devoro-te; toma-me; sou tua!

Sete qualidades que a Red aprecia no sexo oposto: inteligência; valores e princípios; sentido de humor; respeito; capacidade de entrega; intensidade; bondade.

Sete filmes favoritos da Red: 9 1/2 Weeks; Bolero; Lie With Me; Moulin Rouge; Love Actually; Eyes Wide Shut; Lost in Translation.

Sete actores preferidos da Red: Sean Connery; Johnny Depp; Keanu Reeves; George Clooney; Richard Gere; Marlon Brando; Alain Delon.

E voilá... desafio respondido! Segue-se outro a seguir ao intervalo... :P


E a banda sonora para este desafio é...

domingo, 10 de Fevereiro de 2008

Mentira!

segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

Até já...



É Carnaval, ninguém leva a mal...
... vou ali e já volto, regresso 4ª feira.
Red kisses... have fun!


E a banda sonora para estes dias é...

quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007

Vem cá...

Num jardim perdido da minha memória ouvi isto...
... e chorei.


Vem cá,
Dá-me o teu mundo outra vez,
Lembra-te daquilo que eu te dou
E tu não ves.
Quando não estás, quando não estás...

(...)

Custa-me muito continuar sem te poder pedir,
Um beijo de bom dia
E a vontade de sorrir.
Sair para a rua, e gritar que só te amo a ti!
Ver-te na minha cama toda nua...
E sentir.

Falar bem baixo ao teu ouvido,
Sem te acordar...
Dizer-te que és tudo, e que nunca te vou deixar.
Fazer as juras de sangue, saliva ou suor...
Contar-te a minha vida
E entregar-te o meu amor!

(...)

Será que vai ser tão difícil
Ter o teu olhar...
Despir a tua voz
E conseguir fazer-te amar.
Pois o amor não tem sentido,
Não tem explicação...
Eu e tu, sempre fomos um, não entendo esta divisão.

Não pode ser, não posso acreditar...
Estiveste aqui
Não sei se foste por azar
Ou estava escrito assim.
Não sei se é normal,
Olhar para trás, pensar que estás.
Não sei se é banal
Mas juro não te vou deixar...

(...)

(T.T. feat Nuno Guerreiro)

quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007

Nova nomeação!

O Red Light Special foi aprovado a 100% pela amiga Camas e Algemas .
Muito obrigada por te lembrares deste cantinho vermelho pincelado de tons quentes... bem quentes!
Cabe-me agora "reencaminhar" o prémio para outros cinco blogs.
Cá estão as nomeações, com a justificação do "porquê" das mesmas:

Borboleta Endiabrada - porque como a própria diz a vida são dois dias... ser endiabrado é sem dúvida uma mais valia!

Bruxinhos - são um casal com um blog despudorado e sem tabús, que aborda de forma muito bem disposta as suas experiências do dia-a-dia.


Ás de Copas - os textos desta menina são simplesmente UMA DELÍCIA! Recomendo!

Gagging You - este blog merece esta nomeação por abordar uma temática que choca e incomoda muitos. Um bom blog anti-tabús, para maiores de 18!

CyberPink - uma vez mais uma nomeação para um blog pouco comum, eu gosto sem dúvida do que é diferente!

terça-feira, 25 de Dezembro de 2007

Deixaram-me no teu sapatinho...


... DESEMBRULHAS-ME?


E a banda sonora de hoje é...

domingo, 23 de Dezembro de 2007

Love actually...


"For now let me say...
Without any hope or agenda...
Just because it's christmas...
(and at christmas you tell the truth...)
To me, you are perfect...
And my wasted heart will love you..."
...FOREVER !

"Merry Christmas!"


"ENOUGH...
ENOUGH NOW!"


E a banda sonora de hoje é...

terça-feira, 18 de Dezembro de 2007

Diz que...


Fui distinguida pela Borboleta Endiabrada , com o prémio "diz que até não é um mau blog". Fiquei surpresa, por ser nova nestas andanças, mas como é óbvio contente. É bom saber que de algum modo tocamos aqueles que lêem as palavras aqui "despejadas". Fica desde já o meu Muito Obrigada a ti Borboleta! Agora cabe-me a difícil tarefa de eleger mais 7 blogs (apeteceu-me multiplicar este número... foi realmente dificil escolher somente 7).
Cá estão eles, como uma breve justificação do porquê da escolha :

A Geometria das Palavras - Admiro a incrivel capacidade de síntese de quem escreve este blog! Em tão pouca quantidade diz tanto e com qualidade! Gosto!

Black Puss in White Boots - Esta gata escreve deliciosamente bem! Para mim tornou-se visita obrigatória!

Blogs Eróticos Tugas - Este deveria receber o primeiro prémio! Faz serviço cívico! Ihihih!

Corpo no Espelho - Dos primeiros blogs que visitei com a RedLight... visita sempre obrigatória também pela sua emotividade e simplicidade.

Decapitated Doll - Companheiro de andanças na Second Life, cáustico e imprevisivel, sensivel e monstruoso. Recomendo!

Marrie - Pela sua sensibilidade, inteligência, paixão, entrega... por ser uma Mulher com M dos grandes!

Tenho Uma Amiga Que... - Em duas palavras: inteligência feminina! Vale a pena visitar!

quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Vermelho


Porque há momentos que são inesperados, gestos que marcam, palavras preciosas, poetas únicos... aqui fica "Vermelho", que o
Poeta Máximus , companheiro de andanças da Second Life, dedicou à Red.
Mais uma vez Maximus, muito obrigada!

Vermelho

Mulher

Eva
Pecado
Atordoado
Serpente
Ser gente
Como terra
Semeada
Floresce
Germina
Do fundo
Profundo
Uterino
Explodem segundos
Espelhando
Espasmos
Do teu
Atônito
Orgasmo
Vermelho

(Poeta Maximus)
******************

domingo, 4 de Novembro de 2007

Inquérito


Numa rapidinha, e porque não custa nada, participem neste inquérito (só para mulheres): http://sexualidadefeminina.kazulo.com/. Eu já o fiz!

sábado, 27 de Outubro de 2007

Red's "Big Bang"



Conheces a teoria do Big Bang?
Aquela teoria que defende que o universo emergiu de um estado denso e quente há uns largos milhões de anos? Através de uma grande explosão térmica?
Pois projecto essa teoria para mim.
Há uns meses largos atrás, tinha eu acabado de fazer 30 anos, cansada da monotonia e da rotina do dia-a-dia, descobri um jogo, uma segunda vida (Second Life® -
http://secondlife.com/), uma realidade paralela que não julgava ser possível.
Sempre olhei com relutância para "internetes" e virtualidades afins, e foi com surpresa, e sem desagrado, que descobri esse mundo onde tudo (mas mesmo tudo!) é permitido.
Assim, entre virtualidades reais, entre mundos que não existem mas que se tocam, entre pessoas que se mimetizam em avatars, entre vidas... redescobri-me, libertei a Red que há em mim.
Um novo universo surgiu como que numa explosão, de um estado morno e sem conteúdo, para uma realidade vivida, temperada, quente... que por vezes queima, arde e me faz sentir finalmente viva!
Se quiseres, dá-me a tua mão... e conhece esta nova realidade comigo.
Lado a lado, olhos nos olhos, juntos, poderemos ir longe... basta só teres coragem de percorrer este novo universo.

domingo, 21 de Outubro de 2007

Red Light Special Music...

Esta é a música que inspirou o nome do blog...
Um hino sexual, um explicitar de vontades...
A cadência, a batida...
O sentir o desejo à flor da pele.
Sem tabús nem pudores... Red Light Special!
(música disponível na barra lateral dos links)



Red Light Special (TLC)


Take a good look at it
Look at it now
Maybe the last time you´ll
Have a go round
I´ll let you touch it if you´d
Like to go down
I´ll let you go further
If you take the southern route
Don´t go too fast
Don´t go to slow
You´ve got to let your body flow
I like ´em attentive
And I like ´em in control


Baby it´s yours
All yours
If you want it tonight
I´ll give you the Red Light Special
All through the night
Baby it´s yours
All yours
If you want it tonight
Just come through my door
Take off my clothes
And turn on the red light

I know that you want me I can
See it in your eyes
You might as well be honest ´cause the
Body never lies
Tell me your secrets and I´ll
Tell you mine
I´m feeling quite sexy
And I want you for tonight
If I move too fast just let me know
´Cause it means you move too slow
I like some excitement
And I like a man that goes


If you want me let me know it
I´ll make time but you´ve got to show it
If you need me I want to see
But don´t mistake me
I don´t want you down on your knees
I need someone a real man
I need someone who understands
I´m a woman
A real woman
I know just what I want
I know just who I´am

quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

Eu Red...


Olá... o meu nome é Red.

Red de vermelho...

Red cor da paixão...

Red cor do desejo...

Red de tudo aquilo que ruboriza... por se sentir intrinsecamente e se exteriorizar numa explosão de sentimentos.

Red de fogo... que arde e se vê!

Red de sangue que pulsa em busca de vibrações de prazer.

Red de todas as cores, sem credos, discriminações ou pudores.

Red arco-íris, que no seu fim procura aquele tesouro... precioso... luminoso... especial.

Red Light Special sou eu, na minha essência, numa exposição do meu eu mais profundo, do meu eu de MULHER.

Seja qual for a tua cor, sê bem vindo...